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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

2011 - Ano dos Afrodescendentes

Para debater desigualdade racial, ONU institui 2011 como ano dos afrodescendentes




Afim de combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais dos negros, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes. Eles estão entre os que mais sofrem com discriminação e dificuldade de acesso a serviços básicos, como educação, segundo o órgão.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou, no final do ano passado, a campanha “Por uma infância sem racismo”.

A responsável pela campanha e pelo programa de proteção à infância do Unicef, Helena Oliveira, destaca que existem dois níveis de discriminação racial. “O primeiro é aquele conhecido pelos números. Os dados mostram a disparidade no acesso às políticas publicas. Nesse sentido, o negro acaba com menos direitos do que o branco”, diz.

A taxa de analfabetismo entre a população branca de 15 anos ou mais é de 6,1%, enquanto que para os negros e pardos é de 14,1 % – diferença de 131,1%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam no 4º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil, lançado em dezembro no último ano.

Entre os que estudaram, considerando a população com 25 anos ou mais, a média de escolaridade da população negra e parda é de 5,8 anos, contra 7,8 anos para a população branca.

“Um segundo nível de discriminação é o do cotidiano, que é mais simbólico. Quando uma criança escuta um comentário racista no espaço escolar, o que foi dito passa a compor a formação dela. Isso pode causar efeitos danosos”, completa Helena.

A campanha do Unicef tem o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira para assegurar a igualdade étnico-racial desde a infância. “Quando os pais e professores promovem a interação e o conhecimento sobre o diverso, estão incentivando à igualdade”, ressalta. “A criança que pode estar em diferentes espaços cresce aprendendo a respeitar o outro.”

Pior entre mulheres

“As discriminações raciais somadas às de gênero são eixos estruturantes das desigualdades sociais no país e América Latina”, afirma a gerente de programas da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia. “As mulheres negras sofrem com a dupla desigualdade.”

Segundo a análise de Júnia, o papel tradicional da mulher na sociedade e a forma como os negros foram inseridos no Brasil colocam barreiras para que as negras aproveitem oportunidades educacionais e no mercado de trabalho.

Os dados da Relação Anual de Informação Social (Rais), órgão do Ministério do Trabalho, revelam que as mulheres negras recebem menos que a metade do salário dos homens brancos em trabalhos formais.

“Uma das piores formas de inserção é o trabalho doméstico remunerado, por meio do qual as mulheres negras mais participam das atividades econômicas do país. Este tipo de trabalho tem um percentual de formalização muito baixo”, lembra Júnia.

Solução

Para garantir equidade racial é necessário investir em ações inclusivas, de acordo com a ONU. “Quando uma parcela da população não está matriculada na escola, as estratégias para buscá-la deverão ser diferentes. São crianças de comunidades quilombolas e indígenas, para as quais a escola não chega”, exemplifica Helena.

Na opinião de Júnia, os debates sobre igualdade racial e de gênero tem avançado, embora haja reações contrárias à inclusão. “Há 15 anos não poderíamos vislumbrar esse cenário institucional, mas ainda tem muito trabalho a ser feito, porque é preciso desconstruir o racismo e o sexismo”, conclui.

Mais da metade de população brasileira tem ascendência africana. De acordo com dados do IBGE de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como pretos ou pardos.

Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil no ano temático da ONU é “chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira”, segundo um comunicado da instituição.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Projetos no mês de Novembro

Novembro como todos sabem, é o mês da"Consciência Negra", por essa ocasião muitas escolas elaboraram com seus alunos, diversas atividades relativas ao tema. O CDCAB também contribuiu para algumas realizações, confiram os projetos e agendamentos abaixo:

Mês da Consciência Negra - Novembro

Dia – 04
8h – Abertura do Mês da Consciência Negra.
Exposição :
Música, Imagens , objetos , banners, livros, cartazes, etc.

8h30 – 10h -Palestra.
Prof. Antonio Montesano Neto - Secretário Municipal da Educação.
Tema - “Racismo no Brasil”
10h – 11h30 – Palestra.
Delegada Rose- Presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina.
Tema – “ Mulher na Educação”.

Dia – 05
Visita ao Museu Afrobrasil / SP
Serviço Social Escolar.

Dia- 09
Projeto “Literatura Infantil Afro-brasileira na Sala de Aula” e
“Dia Afro Cultural”- CEIEF Padre Maurício Sebastião Ferreira.
Horário: às 8h e às 13h.

Dia -10
Projeto “Mala Afro Viajante”- EMEIEF Prof. José Roberto Braz.
Horário: às 8h e às 13h.

Dia -11
Projeto “Literatura Infantil Afro-brasileira na sala de aula” e “Desfile Afro” EMEIEF Prof. Noedir Tadeu Santini.
Horário: às 8h e às 13h.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sugestão de leitura - gibi


Sugerimos, no que se refere à literatura afro-brasileira, o gibi " Toinzinho apresenta: ZUMBI E O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA". Com certeza as crianças irão gostar muito e, além do estímulo à leitura esse material ajudará na conscientização e colaborará no respeito às etnias.